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Sustentabilidade nas salas de cirurgia

Os resíduos produzidos pelos hospitais são geralmente vistos como um mal necessário, já que muita coisa precisa ser descartável. Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, porém, divulgaram estudo indicando que muito pode ser feito por esses estabelecimentos para diminuir seu impacto no ambiente e diminuir custos.

Há muitas estratégias que não oferecem risco aos pacientes, mas permitem que hospitais reduzam a geração de resíduos e sua pegada de carbono — afirma o médico Martin A. Makary, professor da Escola de Medicina da Johns Hopkins.

O que pode ser feito

Ideias apontadas pelo estudo, feito com base em hospitais americanos:

É preciso separar com critério o que é lixo hospitalar. Até 90% do que acaba nos recipientes destinados a lixo hospitalar são resíduos que não apresentam risco algum. Os pesquisadores dão o exemplo de um centro médico que instalou um sistema que facilita o acesso às sacolas plásticas para os resíduos comuns. Ao entrar na sala de operação, onde a maior parte do lixo hospitalar é gerado, as sacolas são substituídas pelas que recebem esse tipo de resíduo. Essa medida representou uma redução de 50% da geração de lixo hospitalar.

Muitos equipamentos médicos que são utilizados uma única vez poderiam ser reutilizados sem acarretar riscos para os pacientes, aponta o estudo. Com esterilização, recalibragem e testes adequados, equipamentos cortantes duráveis ou portas laparoscópicas, por exemplo, não precisariam ser descartáveis.

Além disso, é necessário rever a prática de retirar alguns equipamentos das embalagens – às vezes em duplicidade – para estarem disponíveis com rapidez durante a operação. Muitos deles acabam indo para o lixo sem nem sequer serem usados.

A área da saúde só perde para a indústria alimentícia nos Estados Unidos no quesito geração de resíduos: são mais de 6,6 mil toneladas por dia.


Fonte:

NOSSO MUNDO SUSTENTÁVEL
18/04/2011