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Boletim Sustentável

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Sustentabilidade nos negócios e responsabilidade

Uma empresa é socialmente responsável quando inicia um processo de transformação na sua maneira de fazer negócio e incorpora em seu planejamento estratégico as demandas dos diversos públicos com os quais se relaciona.

Neste público estão os fornecedores, consumidores, clientes, comunidade, meio ambiente, governos e sociedade, bem como acionistas e proprietários. Esta nova maneira de fazer negócio pressupõe o diálogo constante com as partes interessadas para prestação de contas.

De acordo com o presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young, a empresa socialmente responsável precisa basear suas relações na ética e na transparência; estabelecer metas empresariais compatíveis com o desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursos, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais.

“Há várias maneiras de se estabelecer este plano. Uma delas foi desenvolvida pelo próprio Instituto Ethos e já vem sendo utilizada por mais de 700 empresas de todos os portes. Trata-se dos Indicadores Ethos de Responsabilidade Social, uma ferramenta de gestão que permite Os indicadores permitem às empresas avaliar suas práticas de responsabilidade social e definir metas a serem atingidas e avançar em temas como governança, valores e transparência; público interno; meio ambiente; fornecedores; consumidores e clientes; comunidade; e governo e sociedade”. A gestão socialmente responsável é um processo que tem um início, mas não tem um fim, já que sempre haverá algo a incrementar.

Uma dúvida que ainda persiste entre empresários, na mídia, no meio acadêmico e entre o público em geral que precisa ser esclarecida é a ambigüidade de uso dos termos filantropia, ação social e responsabilidade social empresarial.

Em primeiro lugar, filantropia e ação social dizem exclusivamente respeito a iniciativas voltadas para um único público: a comunidade. São importantes, mas não garantem o compromisso da empresa com a gestão socialmente responsável, que implica mudar a maneira de fazer negócios, dialogar levando em conta as demandas de todos os públicos com os quais a empresa se relaciona (governos, acionistas, fornecedores, consumidores, clientes, concorrentes, funcionários, comunidade e meio ambiente).

De acordo com o presidente do Instituto Ethos, responsabilidade social empresarial é fazer negócio de maneira diferente, tornando a empresa indutora e parceira de um desenvolvimento sustentável que promova a igualdade e a justiça social.

“A empresa sustentável é aquela que cresce, é rentável e gera resultados, mas também contribui para o desenvolvimento da sociedade e para a preservação do planeta.”

Padrões éticos ditam o cotidiano empresarial

Foi a partir da década de 90 que as empresas no Brasil aumentaram os investimentos em projetos sociais e passaram a defender padrões mais éticos de relação com seus públicos de interesse e práticas ambientais sustentáveis. O movimento ganhou impulso em virtude do surgimento de organizações não-governamentais e da própria desigualdade social.

Sob o rótulo de “responsabilidade social”, um conjunto de normas e práticas se tornou condição para garantir lucratividade e sustentabilidade aos negócios. Desde então, em Uberlândia, pôde-se observar um aumento significativo na política de responsabilidade social.

Mas há uma grande diferença entre ser uma empresa socialmente responsável e executar um projeto ou outro para agregar valor à marca. Para Almira Saramago, há 16 anos especialista em qualidade de processos empresariais, as empresas locais estão começando a despertar para a temática e a perceber que é preciso ter metodologia voltada para cultura da qualidade.

“Essa cultura ainda está em formação, temos um longo caminho, mas as empresas já estão se preocupando, mesmo que seja por força das leis que regulamentam esse tema. Nos dias de hoje, já faz parte do planejamento estratégico pensar na área da qualidade, segurança do trabalho, ISO ambiental etc. Não é mais um mistério, as empresas já entendem e começam a respeitar.”


Lívia Gomide
Jornal Correio de Uberlândia
05/07/2010