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Sustentabilidade no universo da moda

Um dos produtos têxteis mais poluentes que existe é o jeans, o que gera uma situação crítica e a necessidade de mudar hábitos, principalmente aqueles relacionados ao consumo. Estima-se que uma calça jeans, em sua linha de fabricação, chega a usar 11 mil litros de água. E é bem por isso que a palavra sustentabilidade ganha importância nesse mercado.

O chamado “green mood” surge de diferentes maneiras inovadoras na indústria têxtil, que começa a auxiliar o cenário futuro do jeans. As empresas têxteis são um mercado em constante transformação e têm surpreendido muito.

Começando com o uso do algodão como matéria prima, uma fibra natural, com respirabilidade e conforto. A empresa Cedro Têxtil, uma das maiores tecelagens do Brasil, anunciou parceria com o movimento “Sou de Algodão”, tornando-se a primeira indústria jeanswear a aderir ao programa criado pela Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), que tem compromisso com a preservação de nascentes, do solo e do ecossistema, com Estações de Tratamento de Efluentes e energia térmica que utiliza biocombustíveis.O cuidado com o meio ambiente não se limita à produção do algodão. A sustentabilidade atinge desde os caules e folhagens que acabam indo junto com a planta nas sacas que são destinadas à alimentação de gado, enquanto as sobras de tecido sãp revertidas para a produção outros produtos artesanais.

As empresas têxteis são responsáveis pela poluição das águas, exigindo investimentos para o tratamento de efluentes líquidos industriais e o retorno da água limpa ao meio ambiente.

A empresa Espanhola Jeanologia, pioneira no uso do laser, anunciou no dia 22 de março, o Dia Mundial da Água, que, em 2025, todo o jeans do mundo vai ser produzido 100% livre da utilização da água. A empresa calculou uma economia de cerca de 800.000 metros cúbicos de água somente no mês passado. Ela aposta no laser como uma das alternativas mais inovadoras da indústria têxtil.

A preocupação da Levi’s com o setor também é crescente. Desenvolveu a campanha “Etiqueta de Cuidados Para o Nosso Planeta”, que pede aos consumidores que se conscientizem sobre o uso das roupas, lavando-as menos vezes para reduzir o impacto ambiental, além de estimular a doação em vez do descarte. Fez, com a startup Evrnu americana, um projeto  para recriar o protótipo do modelo 501 reciclado, utilizando a malha de algodão de camisetas usadas.

Outros recursos sustentáveis são a estamparia, como a coleção de inverno da Cia. Marítima, inspirada no aspecto denim, e na cultura de valorização ao reaproveitamento de roupas que não interessam mais (pontas de estoque, brechós).

Com a preocupação sócio-ambiental, o Fashion Revolution Day surgiu em 2013, após desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, onde funcionava uma fábrica de tecidos, que deixou 1.133 mortos e 2.500 feridos. É um movimento global que incentiva maior transparência, sustentabilidade e ética na indústria da moda, com objetivos de aumentar a conscientização sobre o verdadeiro custo da moda e seu impacto em todas as fases do processo de produção e consumo, além de mostrar ao mercado consumidor que a mudança é possível através do posicionamento crítico e da exigência de maior transparência das etapas do negócio.

Pela primeira vez vai acontecer o Fashion Revolution Brasil que apresenta um novo projeto educacional, o Fashion Revolution Forum, uma plataforma criada para fomentar a pesquisa e o desenvolvimento sustentável na indústria da moda. Sua primeira edição será realizada durante a Semana Fashion Revolution, no dia 28 de abril de 2018, na Unibes Cultural, na cidade de São Paulo / SP.

Fonte:

Lu Catoira
annaramalho.com.br
03/04/2018