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Como o plástico está afetando nossos oceanos

A invenção do plástico no século 20 por Leo Baekeland nos tornou cada vez mais dependentes do seu uso, de tal forma que agora uma grande porcentagem de quase tudo que compramos contém plástico. No entanto, enquanto estamos contentes em usá-lo, estamos também menos aptos a reciclá-lo na velocidade necessária. Infelizmente, menos de 10% do plástico que produzimos é reciclado. Do resto, 50% segue para aterros sanitários e o restante não é contabilizado, e muito frequentemente segue seu caminho por riachos, rios e indo parar finalmente no mar, onde, devido à sua baixa taxa de decomposição, acaba se acumulando.

A maioria do plástico que acaba no mar, mais de 80%, vem de fontes terrestres. Um dos principais contribuintes para esta poluição dos oceanos são as garrafas PET. Mais de 176 bilhões de garrafas vazias terminam em aterro sanitário ou no oceano. A situação piora a cada ano com estudos que mostram detritos marinhos de plástico aumentando dramaticamente.

Um dos problemas mais sérios com o plástico é que leva milhares de anos para se degradar. O plástico no oceano geralmente forma enormes "ilhas" flutuantes onde as correntes se encontram. Um dos maiores e mais infames é a ilha de plástico no Oceano Pacífico, que tem uma área de superfície maior do que a soma dos estados de Minas Gerais, Goiás, São Paulo e Rio de Janeiro!

A ação do mar desgasta o plástico em pedaços menores e isso o torna mortal para a vida selvagem. À medida que o plástico se deteriora, absorve outras toxinas e entra na cadeia alimentar, comido por peixes e outros animais. Como nós estamos no topo da cadeia alimentar, acabamos sofrendo com isso também por meio da bioacumulação. Peixes e outros animais que são consumidos por seres humanos podem se contaminar com cádmio, mercúrio e chumbo e, em seguida, colocar os seres humanos em risco, quando nos alimentamos destes.

O que podemos fazer?

Uma das formas de contribuir para diminuir este problema é garantindo que seus resíduos tenham uma destinação adequada. O lixo doméstico deve ser separado entre recicláveis, orgânicos e não recicláveis. Caso a prefeitura de sua cidade não realize a coleta seletiva em sua residência, cobre dos políticos de seu município para que passem a fazer.

Em caso de empreendimentos, como grandes obras, a gestão dos resíduos deve seguir o determina a Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) e a Resolução CONAMA 307/2002. Neste caso deve ser elaborado o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), que é responsável por identificar e quantificar a geração de resíduos, indicando as formas corretas para o manejo destes resíduos desde sua geração, acondicionamento, transporte, tratamento, reciclagem, até sua disposição final.

Fonte:

Fernando Scherner
Mundo da Sustentabilidade
13/12/2017