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Sustentabilidade: o caminho necessário da inovação

Um dos assuntos mais relevantes quando se fala em desenvolvimento é sustentabilidade. Cada vez mais as empresas têm adotado medidas que diminuam os impactos ambientais, atitude que, aliás, já deixou de ser escolha e é praticamente dever, não só das empresas, mas de todos nós. As organizações que desejam obter sucesso e mostrar valor a seus clientes aderem a medidas de preservação do meio ambiente, que vem sendo cada vez mais degradado, devido a anos e anos de ação do homem sobre a natureza.

De acordo com Peter Bakker, presidente do Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD, na sigla em inglês), que recentemente esteve no Brasil em visita a representantes nacionais do grupo, o modelo atual de negócios não pode continuar se as empresas desejam realmente se tornar sustentáveis. Na opinião do líder, o já passou da hora dessa consciência bater à porta de todos.

“O tempo de criar essa consciência já passou. Se você não está ciente hoje, então você não é um líder global no mundo dos negócios. Algumas das maiores referências dos últimos anos têm sido as empresas que estimulam outras corporações a adotarem melhores práticas e a inovarem. O Wal-Mart, por exemplo, abriu mais espaço nas prateleiras para produtos desenvolvidos de forma sustentável e cortou 20 milhões de toneladas métricas de emissões de gases de efeito estufa de sua cadeia de suprimentos. A Pepsi, por sua vez, exigiu uma melhor contabilização das emissões de gases de efeito estufa de seus produtores de laranja”, exemplificou Peter, sobre iniciativas bem sucedidas de multinacionais.

Pioneirismo no Brasil

A maior multinacional brasileira de cosméticos é pioneira em produção sustentável e segue inspirando outras empresas. A Natura percebeu que a sustentabilidade é necessária há bastante tempo, mais de 30 anos para sermos mais exatos, e de lá pra cá, segue colhendo reconhecimento por suas ações e se consolidando como modelo de responsabilidade socioambiental para outras empresas.

Tudo começou em 1983, quando,em uma iniciativa inovadora, a Natura passou a oferecer produtos com opção de refil, cuja massa média é 54% menor que a da embalagem regular. Graças a essa decisão, desde então a empresa deixou de colocar no mercado 2,2 mil toneladas de embalagens.

A Natura emprega um modelo de produção sustentável baseado no fornecimento responsável de ingredientes naturais e trabalho com comunidades locais, para incentivar inovação ecológica em todo o ciclo de vida de um produto. A fabricante prioriza materiais reciclados e recicláveis em suas embalagens, como os refis das fragrâncias da linha Ekos Frescores, feitos de 100% PET reciclado pós-consumo, gerando 72% menos emissões de gases do efeito estufa.

Quer entender isso em números? Veja o que explicou o gerente de sustentabilidade da Natura, Keyvan Macedo. “Em 2016, evitamos o descarte de 5,18 milhões de garrafas PET no meio ambiente, com o uso de materiais reciclados pós- consumo. Com a reciclagem de embalagens de vidro, evitamos ainda o descarte equivalente a mais de 1,2 milhão de garrafas de 290 ml. Atualmente 20% das embalagens produzidas pela companhia já são ecoeficientes – ou seja, têm 50% a menos de plástico na sua composição ou mais da metade dos materiais são reciclados pós-consumo ou renováveis”.

Vale o investimento
A Natura foi a primeira empresa da América Latina a contabilizar o impacto de seus negócios no meio ambiente, por meio da metodologia internacional EP&L (sigla em inglês para “ganhos e perdas ambientais”). Com base nessa análise, que inclui todas as etapas de vida dos produtos, a empresa se tornou capaz de medir, em reais, o custo causado pelas atividades da empresa, considerando aspectos como o uso de água e a emissão de poluentes no ar. Conforme explicou Keyvan Macedo, a Natura acredita que as empresas devem gerar impacto positivo (não só não degradar, mas também colaborar para conservação e crescimento de nosso patrimônio natural) e que o crescimento econômico pode estar, justamente, ligado à promoção do bem-estar social e ambiental.

Para o coach e mentor de empresas, o empresário Marcus Marques, empresas que se tornam ou que já são sustentáveis têm como benefícios um clima mais ameno e harmonioso entre todos os colaboradores que dela fazem parte, e, consequentemente, obtêm lucros a partir de práticas verdes implantadas em seu dia a dia organizacional.

Sustenta… o quê?
Que sustentabilidade é importante, parece que todo mundo já entendeu, mas afinal, desde quando ela surgiu? A primeira vez que se ouviu falar em sustentabilidade foi em 1986, quando a Organização das Nações Unidas (ONU) encomendou um estudo a um grupo de cientistas liderados pela médica Gro Brundtland, que havia sido primeira ministra da Noruega. O objetivo era entender como as atividades humanas estavam impactando a vida na Terra.

Esse estudo resultou no livro “Nosso Futuro Comum” onde, pela primeira vez, se teve uma definição bastante aceita do que seja a sustentabilidade: “É preciso que a economia humana seja capaz de suprir as necessidades das gerações presentes, sem comprometer a capacidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades”, concluiu Gro Brundtland.

A partir desse conceito, Jonh Elkington, empresário norte-americano, fundador da ONG chamada Sustainability, criou uma nova maneira de entender a sustentabilidade nos negócios: “É preciso que os negócios sejam feitos levando-se em conta o equilíbrio entre os fatores ambientais, sociais e econômicos e que os resultados das empresas precisam refletir esse equilíbrio”, afirmou.


Fonte:

Marina Bastos
ExperienceNews
14/11/2017