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Sustentabilidade e as melhorias administrativas na cadeia de suprimentos e estoques

Com a globalização, a reengenharia disruptiva, o aumento da competição e a pressão para redução de custos, as empresas se viram obrigadas a buscar novas alternativas e estratégias dentro das organizações para se manterem saudáveis e ativas no mercado. Dentro deste cenário verificou-se um aumento de cerca de 61% das empresas de médio e pequeno porte investindo na área ambiental nos últimos 3 anos.

Vários fatores são apontados para explicar esse fato e o principal deles são os ganhos financeiros que as empresas alcançaram após a implantação de práticas de sustentabilidade. Mas eu diria que este é só o fator atrativo para o negócio. Após sua implementação, a sustentabilidade, vista como uma “válvula de escape” para a economia, passa a ter papel essencial para as empresas.


Tenho acompanhado e registrado esse processo evolutivo através de entrevistas e estudos intensamente ao longo dos três últimos anos, e em 2016, profissionais da área, especialistas, consultores, executivos, todos concordaram que “Durante a crise, a sustentabilidade ganhou uma maior visibilidade e mudou o perfil de departamentos e profissionais”.

As novas práticas produtivas trouxeram não só um ganho financeiro, mas passaram ser responsáveis por melhorias na administração de todos os elos da cadeia produtiva, inclusive e principalmente, na cadeia de suprimentos e estoques, promovendo a redução e disponibilidade dos produtos de acordo com a necessidade.

A mudança/evolução das empresas que adotam práticas sustentáveis pôde ser percebida claramente no perfil do Departamento de Compras. Responsável por cerca de 47% das despesas no setor industrial, podendo chegar a 80% na indústria química, passaram de uma atuação em nível tático e operacional para uma atuação mais estratégica e colaborativa, não só realizando a colocação de pedidos e atendimento ao lead-time do cliente interno, mas reduzindo os custos e desenvolvendo parcerias que permitiram a viabilização da estratégia do negócio.

Para este novo modelo de negócio foi necessário desenvolver um novo profissional da área de compras. A capacidade analítica do encarregado passou a incluir os princípios da sustentabilidade ambiental na visão dos negócios e entendimento do seu cliente interno e do novo processo que ele passou a atender. Ele passou a atuar como interface de várias áreas e com a missão de recomendar a melhor decisão para a empresa.

O antigo “comprador” passou a ser um “analista de compras”. Isto quer dizer que este profissional passou, além de avaliar qual o melhor fornecedor, timing de aquisição ou ajustar a especificação do produto, a realizar a avaliação da própria coerência da requisição de compras e entendimento desta num contexto organizacional mais amplo. Esta decisão buscou a consolidação e a readequação de processos, desenvolvimento de novos produtos e fornecedores, almejando não somente a redução do TCO – Total Cost of Ownership, mas a sustentabilidade global do negócio e a maximização dos resultados da empresa.

Este comprador também passou a estar mais conectado com melhores práticas em Procurement, sejam ligadas a processos, gerenciamento de categorias e núcleos de benchmarking que o permitiram buscar novas oportunidades, mapear riscos e buscar validação às suas decisões. Não menos importante, a disponibilização de informações internas do negócio, desde planejamento de demanda, histórico de preços, fornecedores, volumes de compra e também de dados relevantes ao negócio, como plano de vendas, mix de produtos, estratégia organizacional foram cruciais para um cruzamento adequado das informações e análise das interconexões entre elas, ajustando a tomada de decisão à realidade e coerência da empresa.

Tudo isso gerou um maior comprometimento do profissional com a empresa e sua gestão, e consequentemente uma melhoria nos resultados globais.

Fonte:

Renata Pifer
Administradores
21/04/2017