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COP21 aprova projeto de acordo para combate às alterações climáticas

A 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21) aprovou neste sábado, 5 de dezembro, em Paris, um projeto de acordo para combater as alterações climáticas, que deverá ser chancelado pelos ministros dos cerca de 200 países na próxima semana, para ser posteriormente assinado no dia 11 deste mês.

Com esta aprovação, encerram-se seis anos de trabalhos que começaram em Durban (2011), na África do Sul, quando as negociações para um pacto global de luta contra as alterações climáticas começaram.

O projeto de acordo, que tem 48 páginas e muitas opções em aberto, é um "sinal de otimismo para a próxima semana", segundo o embaixador francês no plenário da COP21, Laurence Tubiana. "Temos uma nova base para as negociações aceita por todos (…) Trata-se de escrever (o texto) a seguir", declarou Tubiana.

“O trabalho não está terminado, as principais questões políticas continuam por ser decididas. Vamos precisar de toda a nossa energia, inteligência, capacidade de compromisso, capacidade de ver ao longe para chegar a um resultado", acrescentou Tubiana.

Reduções
O rascunho do acordo, divulgado pelo Unfccc, ainda tem várias lacunas. Mas é feito um pedido aos países para reduzirem "o risco e tratarem das perdas e danos associados aos efeitos da mudança climática".
O texto fala em evitar que a temperatura média global aumente "menos do que 1.5º Celsius ou bem menos do que 2º C" – nível que ainda precisa ser acordado pelos negociadores em Paris.

Adaptação
Evitar o aumento da temperatura será possível com "profundas reduções das emissões de gases de efeito estufa". O rascunho também destaca que os países precisam "aumentar sua habilidade de se adaptar aos impactos da mudança climática e responder a isso de forma eficiente, com medidas que tratem das perdas e danos".

Outro ponto do texto é que o mundo consiga "uma transformação rumo ao desenvolvimento sustentável que trate da resiliência climática e da redução das emissões de gases nas sociedades e economias, sem ameaçar a produção e a distribuição de alimentos".

Outra sugestão é para o reforço ou desenvolvimento de sistemas de alerta e de manejo de risco durante eventos extremos do clima.

Financiamento

O esboço do acordo sobre o clima também destaca a importância de fornecer financiamento para que os países mais pobres e vulneráveis consigam se adaptar à mudança climática.

Se o documento for aprovado conforme o rascunho divulgado neste sábado, os "recursos financeiros fornecidos pelos países desenvolvidos devem ser utilizados para melhorar políticas, estratégias e planos de ação ligados ao combate à mudança climática".

Fonte:

Redação
EcoD
05/12/2015