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Relatório do Pnuma revela impactos do comércio mundial no meio ambiente

Ao passo em que os países vêm se tornando cada vez mais dependentes do comércio mundial, com 40% dos recursos extraídos no mundo ligados direta ou indiretamente ao comércio, novas políticas são necessárias para tratar de impactos ambientais adversos, de acordo com novo relatório internacional divulgado na segunda semana de outubro.

“Comércio Internacional em Recursos: Uma análise biofísica”, produzido pelo Painel Internacional de Recursos (IRP, em inglês), organizado pelo Programa da ONU para o Meio Ambinete (Pnuma), revela que o valor das trocas comerciais internacionais cresceu seis vezes mais e o seu volume mais que dobrou entre 1980 e 2010.

O aumento do comércio vem sendo acompanhado por uma mudança nos processos de intensificação do uso de recursos, e associado as consequências ambientais para nações em desenvolvimento. O relatório examina as exigências de recursos do comércio, como materiais, energia, terra e água usadas no país que produz as mercadorias, mas que acaba deixando para trás resíduos e emissões.

“Os benefícios do comércio internacional podem incluir melhor acesso aos recursos e técnicas de produção ainda mais eficientes de economia de escala”, disse o diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner. “No entanto, o aumento do consumo global resulta, sobretudo, em um impacto ao meio ambiente, da poluição à extinção de recursos”.

Abaixo, as principais conclusões do relatório:


A quantidade de recursos globais extraídos e utilizados – 65 bilhões de toneladas em 2010 – vem aumentando em uma taxa mais baixa que o comércio, o que significa o aumento da dependência dos países no comércio.

Dos recursos extraídos e usados ao redor do mundo, 15% são diretamente comercializados. Esta proporção aumenta para 40% quando incluídos recursos indiretamente associados com o comércio – isto é, usados no processos de produção, mas não fisicamente incluídos nas mercadorias comercializadas.

Países de alta renda possuem balanças comerciais mais de duas vezes maiores quando medidos em materiais brutos do que no comércio direto, enquanto para países de baixa renda o oposto é verdadeiro. Isto significa uma mudança nos processos de intensificação do uso de recursos de países de alta renda a países em desenvolvimento e economias emergentes, com uma mudança em relação às cargas de impacto ambiental.

A distribuição da dependência do comércio mudou. Apensar de países de alta renda continuarem sendo os maiores receptores de recursos pelo comércio, economias emergentes como a China têm se tornado grandes importadores. O sistema mundial de comércio depende de uma rede cada vez menor de exportadores, o que o torna cada vez mais vulnerável a perturbações no fornecimento.

O comércio pode ser eficiente em recursos e desta forma permitir que as commodities sejam obtidas de países ou lugares cuja produção requeira menos recursos e gere menor impacto ambiental do que as outras. Entretanto, numerosos processos – incluindo altos níveis de comércio, declínio da quantidade de minérios e diminuição da produtividade da terra – aumentam as exigências de recursos pelo comércio.

Esses fatores acabam por negar qualquer benefício de uma alocação de recursos potencialmente mais eficiente e de atividades produtivas por meio do comércio mundial.

O comércio apropriado, políticas ambientais e acordos são, portanto, necessários para limitarem a exploração excessiva de recursos, os descartes e a destruição ambiental ligados aos níveis expandidos de comércio.

Fonte:

Redação
EcoD
22/10/2015