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Princípios da sustentabilidade

Durante décadas as empresas exploraram os recursos naturais de forma desenfreada diante de uma economia voltada as consumo em excesso. Devido esta ação, enfrentamos um dos maiores problemas da história do planeta.

A preocupação de que algo deveria ser feito devido a degradação do meio ambiente só teve início entre a década de 1960 e 1970. Época em que começou a ser analisado os altos índices de poluição e de degradação ambiental em diversas partes do mundo devido a atuação da industrialização.

Os autores ressaltam que no ano de 1968, o governo da Suécia propôs à Organização das Nações Unidas (ONU) a realização de uma conferência internacional para discutir sobre os problemas mundiais em que estava sendo enfrentado pela degradação e propor iniciativas para preservação do meio ambiente, evidenciam ainda que somente em 1972, é que foi realizada na própria Suécia a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, que ficou conhecida mundialmente como Conferência de Estocolmo. Nesta conferência teve a participação de 113 países e mais de 250 organizações não-governamentais, tento a cobertura por mais de mil jornalistas do mundo inteiro, foi elaborado entre os principais documentos, a Declaração sobre o Ambiente Humano ou também chamado de Declaração de Estocolmo que orientava a humanidade para a necessidade de aumentar o número de trabalhos educativos voltados para as questões ambientais, e foi criado também o Plano de Ações para o Meio Ambiente que estabeleceu as bases para uma boa relação entre o desenvolvimento econômico e o meio ambiente.

Estes documentos foram os pontapés para que a preocupação com o meio ambiente tomasse importância e que novas atitudes fossem adotadas junto ao desenvolvimento. A partir desta conferência surgiu o neologismo (ecodesenvolvimento) que modelava o novo tipo de desenvolvimento desejado.

Só depois de quinze anos, no ano de 1987, foi elaborado um novo documento chamado de Nosso Futuro Comum ou mais conhecido como Relatório Brundtland, elaborado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Esta comissão foi criada em 1984 a pedido do secretário-geral da ONU Javier Pérez de Cuellar. A comissão era composta por representantes de 21 países e presidida por Gro Harlem Brundtland, primeiraministra da Noruega, este documento relatou com clareza os problemas e as medidas de atuação discutidas na Conferência de Estocolmo sobre o meio ambiente.

Neste relatório os autores mostram que o termo neologismo que era usado antes foi substituído por um novo termo chamado desenvolvimento sustentável. O termo desenvolvimento sustentável foi então definido no relatório da seguinte forma: È o desenvolvimento que satisfaz às necessidades das gerações atuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazer as suas próprias necessidades.

Podemos conceber o desenvolvimento sustentável como uma proposta que tem em seu horizonte uma modernidade ética, não apenas uma modernidade técnica. Pois o princípio sustentabilidade implica incorporar ao horizonte da intervenção transformadora do (mundo da necessidade) o compromisso com a perenização da vida. Desta forma, a sustentabilidade deve ser adotada de maneira consciente em todos os nossos atos de maneira a transformar nossas atitudes em resultados sólidos visando atingir o seu real objetivo.

Optar pela sustentabilidade quer dizer adotar uma orientação de se conservar mais capital natural para futuras gerações.

É preciso mudar radicalmente para que alcancemos o desenvolvimento sustentável. Pelo modelo de desenvolvimento que adotamos atualmente, as gerações futuras serão completamente incapazes de satisfazer boa parte de suas necessidades.

Um dos autores do conceito definido no Relatório Brundtland, e principal arquiteto desse documento histórico, chama-se Jim MacNeill, possivelmente o pai do conceito de desenvolvimento sustentável. Na época, secretário-geral da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, MacNeill é formado em ciências (física e matemática), em economia e ciências políticas. Antes de fazer parte da Comissão em 1984, foi durante seis anos diretor de Meio Ambiente da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Este conceito foi elaborado com grande sabedoria sobre os problemas ambientais enfrentados. Diversos estudos e reflexões para o que poderia ser mudado, foi feito por muitos estudiosos e líderes ambientais da época. MacNeill, escreveu um livro no ano de 1991, chamado Para além da interdependência. MacNeill mostra que muitas tecnologias novas ou atualmente despontando em biologia, materiais, construção, monitoração de satélites e outras áreas oferecem grandes promessas para o aumento da produção de alimentos, o desenvolvimento de mais benignas formas de energia, elevação da produtividade industrial, conservação de reservas básicas de capital natural da Terra e administração do meio ambiente.

O mesmo autor, ressalta que, com os progressos passados que foram acompanhados na escola de impacto humano sobre a Terra, a população mundial mais do que triplicou desde 1990. Sua economia cresceu 20 vezes. O consumo de combustíveis fósseis aumentou 30 vezes e a produção industrial, 50. A maior parte desse crescimento, cerca de quatro quintos dele, aconteceu a partir de 1950.

Pode-se verificar que com crescimento econômico desenfreado observa-se a gravidade dos problemas futuros, apresentado nas publicações, demonstrando que o sistema de crescimento estava insustentável.

Nesse sentido MacNeill não somente criou um novo termo a ser dito, mas ele criou um novo desenvolvimento que buscaremos alcançar. Segundo o autor, trata-se de um desenvolvimento complexo e exige mudanças que vão além. O autor relata ainda que será necessário refletirmos sobre os impactos que causamos e sobre os problemas atuais que enfrentamos, mas na verdade os problemas vão além dos resultados e começam no dia a dia de qualquer cidadão do planeta quando algo que torne o ambiente insustentável é feito. MacNeill aponta que os sinais da Terra são inconfundíveis. O aquecimento global é uma forma de feedback do sistema ecológico terrestre para o sistema econômico mundial. Outras formas são o buraco no ozônio, a chuva ácida na Europa, a degradação do solo na África e na Austrália e a perda de espécies na Amazônia. Ignorar hoje um sistema é comprometer os outros. A economia mundial e a ecologia terrestre estão agora interligadas até que a morte as separe, para citar um dos líderes industriais do Canadá. Essa é a nova realidade do século que suscita questões fundamentais acerca do modo como são tomadas as decisões econômicas e políticas, e suas implicações para a sustentabilidade.

Pode-se verificar que não dá mais para se ignorar os problemas ambientais enfrentados. Teremos que conviver adotando medidas de forma que a sustentabilidade seja alcançada.

Para a prática do princípio sustentabilidade, o conceito-chave é o de fins, sem o que perderiam sentido normas e valores objetivos. O imperativo da sustentabilidade não nos deixa esquecer que a economia está assentada sobre o fato primordial biológico de que vivemos por metabolismo e somos criaturas de necessidade. A necessidade é algo que a existência orgânica quer incondicionalmente, para metabolicamente continuar sendo. Suprir necessidades pertence à auto-afirmação da vida. O lema (vamos comer e beber hoje, pois amanhã estaremos mortos) pode ser significativo para mortais sem futuro.

Observa-se que a sustentabilidade deve ser adotada por todos para que a continuidade de nossos recursos naturais possa continuar a gerações futuras. O uso desenfreado destes recursos já não são mais tolerados diante da escassez e dos problemas enfrentados. O conceito da sustentabilidade vem como uma solução, sendo adotada nas diversas partes do mundo a cada dia por um número maior de pessoas frente a minimização dos problemas enfrentados.

07 de dezembro de 2009.

GARCIA, Felipe B.