Parcerias

Curtir no Facebook

.

.

Pesquise no Site

Boletim Sustentável

Preencha seu e-mail abaixo para receber nossa newsletter:

.

.

Reciclagem de lâmpadas fluorescentes

No Brasil são consumidas cerca de 100 milhões de lâmpadas fluorescentes por ano. Desse total, 94% são descartadas em aterros sanitários, sem nenhum tipo de tratamento, contaminando o solo e a água com metais pesados.

Desde o apagão de 2001, quando as chamadas lâmpadas econômicas se incorporaram à vida brasileira, o consumo desse tipo de produto manteve-se em escala ascendente. Só nos últimos quatro anos, a média de crescimento foi da ordem de 20% ao ano.

O volume de importações em 2007 ficou em aproximadamente 80 milhões de unidades, vindas quase todas da China, país que lidera a fabricação no continente asiático, onde esse processo está concentrado.

Descarte

Por outro lado, se cresce ininterruptamente a preferência por esse tipo de lâmpada, em cujo interior há mercúrio - substância poluente -, é de se esperar que o descarte adequado do produto pós-consumo seja alvo de total atenção por parte dos importadores e do poder público.

Como o mercúrio contido nas lâmpadas fluorescentes contamina as águas subterrâneas
 
 1. Lâmpadas fluorescentes são jogadas no lixo
 
 
2. Lâmpadas fluorescentes se juntam a muitas outras em um aterro sanitário
 
 
3. Mercúrio que estava dentro da lâmpada é liberado no solo quando ela se quebra
 
 
4. Mercúrio atinge o lençol freático.

As lâmpadas fluorescentes contêm pequenas quantidades de mercúrio, substância altamente tóxica. É conveniente orientar os faxineiros a não quebrar as lâmpadas, e lidar com elas usando luvas. Se alguma se quebrar, ventilar o ambiente. A quantidade de mercúrio presente em uma lâmpada fluorescente, cerca de 20 mg nas tubulares, não é suficiente para uma intoxicação, mas pelo perigo da substância, vale a pena proteger-se.

A intoxicação grave por mercúrio pode causar problemas respiratórios, neurológicos, gastrointestinais e até matar.

A atual situação brasileira, com o crescimento do uso destas lâmpadas e com praticamente nenhuma legislação a respeito, tem como conseqüência clara a contaminação do meio ambiente. Cada fluorescente que você joga no lixo junta-se a milhares de outras nos aterros sanitários. Quando quebram, liberam o mercúrio no solo. Ele é levado para os lençóis freáticos com a ajuda do chorume, o líquido liberado pela decomposição do lixo orgânico. Pode contaminar rios, poços, lavouras, animais, e por fim os homens.

A ABilumi (Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação) identificou, no Brasil, apenas dez empresas que oferecem serviço de reciclagem de lâmpadas, a maior parte das quais em São Paulo (veja a lista no final da página). O número já é pequeno e, para piorar, a logística de transporte de resíduos perigosos - o caso em questão - torna-se especialmente complexa em função da legislação brasileira sobre o tema.

Da carga ao veículo, passando pelo condutor deste, são exigidas documentações, classificações e advertências - uma burocracia pautada pelo rigor. A preocupação é correta, louvável, mas um pouco mais de flexibilidade nessa operação contribuiria para facilitar, em grande parte, qualquer esforço pela reciclagem.

A ABilumi cita o exemplo da norma norte-americana Standards for Universal Waste Management - 40 CFR Part 273 Subpart B, que estabelece regras especiais para o transporte de resíduos perigosos em pequenas quantidades. O limite para encaixar-se nessa legislação é de até 5 toneladas.

Conforme a entidade, a simplificação do transporte de pequenas quantidades de lâmpadas queimadas tem como objetivo facilitar que o consumidor possa destinar corretamente os seus resíduos. Devido á baixa concentração do lixo, a toxidade também é baixa.

O efeito prático da norma nos EUA é reduzir o custo da logística reversa sem que o risco aumente significativamente. É permitido que os postos de coleta armazenem por até 10 dias tal quantidade de lâmpadas (até 5 toneladas), sem a necessidade de grandes investimentos e autorizações dos órgãos ambientais.

Em suma, nos EUA, tanto a destinação dos resíduos pelo consumidor como a coleta e armazenamento de pequenas quantidades de lâmpadas têm menos exigências que no Brasil. 

Cuidados

O consumidor também precisa ter cuidados no manuseio e uso das lâmpadas fluorescentes, especialmente se houver quebra de uma delas, o que libera o mercúrio no ar. Confira a seguir os procedimento recomendados pela ABilumi nessa circunstância.

Não usar equipamento de aspiração para a limpeza;

Logo após o acidente, abrir todas as portas e janelas do ambiente, aumentando a ventilação;

Ausentar-se do local por, no mínimo, 15 minutos;

Após 15 minutos, colete os cacos de vidro e coloque-os em saco plástico. Procure utilizar luvas e avental para evitar contato do material recolhido com a pele;

Com a ajuda de um papel umedecido, colete os pequenos resíduos que ainda restarem;

Coloque o papel dentro de um saco plástico e feche-o;

Coloque todo o material dentro de um segundo saco plástico. Assim que possível, lacre o saco plástico evitando a contínua evaporação do mercúrio liberado;

Logo após o procedimento, lave as mãos com água corrente e sabão.

  

Empresas que oferecem serviço de reciclagem de lâmpadas no Brasil:

 

Em São Paulo

 

Apliquim

(11) 3722-5478

www.apliquim.com.br

 

Rodrigues & Almeida Moagem de Vidros

(19) 9649-6867

 

Tramppo

(11) 3039-8382

www.tramppo.com.br

 

Naturalis Brasil

(11) 4496-6323 e 4591-3093

www.naturalisbrasil.com.br

 

Em Santa Catarina

 

Brasil Recicle

(47) 3333-5055

www.brasilrecicle.com.br

 

No Paraná

 

Bulbox

(41) 3357-0778

www.bulbox.com.br

 

Mega Reciclagem

(41) 3268-6030 e 3268-6031

www.megareciclagem.com.br

 

No Rio Grande do Sul

 

Sílex

(51) 3421-3300 e 3484-5059

www.silex.com.br

 

Em Minas Gerais

 

Recitec

(31) 3213-0898 e 3274-5614

www.recitecmg.com.br

 

HG Descontaminação

(31) 3581-8725

www.hgmg.com.br

 

Fonte:

www.coletasolidaria.gov.br
www.inovacaotecnologica.com.br
www.sindiconet.com.br