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Boletim Sustentável

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Consultor do Bird diz que País pode ser líder em sustentabilidade

Ao falar sobre o Desenvolvimento Humano Sustentável durante abertura do segundo dia do 12º Congresso Internacional da Gestão, o biólogo argentino e consultor do Banco Mundial Alberto Yanosky traçou um panorama da evolução histórica dos conceitos de sustentabilidade e responsabilidade social. E arriscou dizer que o Brasil tem muitas possibilidades de assumir liderança global em responsabilidade social e desenvolvimento sustentável.

Diretor-executivo da ONG Guyra Paraguai, Yanosky apresentou o que as outras organizações mundiais estão realizando, dentro de suas práticas de gestão, no sentido da qualidade relacionada à sustentabilidade. Somando a experiência de atender mais de 140 projetos de diferentes âmbitos no Paraguai, movimentando US$ 12 milhões erguidos entre uma centena de financiadores, o biólogo, especializado na área de sustentabilidade com conservação da biodiversidade e dos recursos naturais, destacou que, apesar dos tratados definidos durante a Eco 92, o mundo ainda atende mal as questões ambientais.

O conceito de sustentabilidade e responsabilidade no setor empresarial pode ser aplicado através de parcerias com organizações como a ONG Guyra. "É preciso buscar uma sinergia entre os diferentes setores", afirma. "Os governos também deveriam dar incentivos para que as empresas avancem com sustentabilidade", sugeriu.

Alinhamento e desafio são motor para empresas alcançarem suas metas

Luana Fuentefria

Para crescer de forma sustentável, a gestão das empresas precisa saber alinhar metas e objetivos comuns. Pensando nisso, a SAP Brasil investe em estratégias de comunicação interna e em projetos desafiadores geridos pelos funcionários. Lógica que, conforme o presidente da empresa, Luís César Verdi, um dos painelistas de ontem no 12º Congresso Internacional de Gestão do PGQP, mostrou resultados significativos nos dados da empresa.

O investimento em maior comunicação entre gestores e funcionários e uma equipe de voluntários para a gerência dos chamados projetos de transformação resultou em 2010, primeiro ano da utilização da estratégia na SAP Brasil, no aumento de receitas e de satisfação, em novos clientes, na melhor gestão da demanda e na maior retenção de talentos.

Verdi lembrou que, quanto maior a empresa, maior a capacidade de mobilização, porém, mais são os riscos de desalinhamento de metas e objetivos comuns. "Cada profissional tem suas metas, e é da competência da gestão conectá-los ao da organização", avaliou. Para o executivo, um bom plano de comunicação é responsável por esse alinhamento, por ser a maneira de visualização do desempenho de forma abrangente, e não somente baseado em indicadores. Além disso, é importante que, alinhados, os colaboradores se sintam desafiados.

Ações integradas abrem canais para inovação

A cocriação, processo que permite interação de ideias entre fornecedores, colaboradores de todos os níveis e consumidores de uma marca, incluindo também comunidades, pesquisadores e designers independentes, chegou para ficar e mudar a forma de planejamento das corporações em todo o mundo. Quem profetiza é o consultor norte-americano Francis Gouillart, um dos mais conceituados na área de inovação.

"O negócio da cocriação é projetar uma plataforma de desenvolvimento que pode ocorrer em espaços físicos ou virtuais, dentro das empresas, ou nas redes sociais da internet, atraindo pessoas, entre elas os stakeholders externos", resumiu durante apresentação da palestra Cocriando Relações Sustentáveis com Stakeholders, inserida no programa do 12º Congresso Internacional da Gestão, promovido pelo PGQP.

Projetar uma plataforma de desenvolvimento, e não processos, de forma que envolva outras pessoas é a fórmula moderna apresentada por Gouillart, já aplicada em países como a França e a Índia, onde as companhias que aplicam este conceito passaram a se relacionar melhor com seus stakeholders.

A forma conservadora de conceber produtos e serviços está perdendo espaço para a efetividade da cocriação, garantiu o palestrante, que apresentou exemplos reais, de revoluções ocorridas nas corporações, através desta ação simples, mas que deve ser feita de forma organizada. "Em cocriação se expande o campo de interação de colaboradores e clientes, e é possível mostrar com transparência os bastidores das empresas", ressaltou Gouillart. Ele destaca que, a partir daí, as pessoas começam a ter ideias de como mudar os produtos e serviços oferecidos, e a inovação funciona em "mão dupla", a partir do momento em que os colaboradores também passam a entender o que os consumidores desejam.

De acordo com o palestrante, um fornecedor descontente pode deixar de inovar, um colaborador infeliz não terá produtividade e consumidores insatisfeitos tendem a migrar para a concorrência. Isso acontece, pois, por mais planejado que seja um processo, ele não pode ter controle sobre a vivência das pessoas. "O modelo verde não deve ser pensando somente por envolver sustentabilidade, mas sim por considerar as pessoas, unindo a experiência delas nos processos."


Fonte:

jcrs.uol.com.br
06/07/2011