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Sustentabilidade: um mundo de opções

Sustentabilidade é uma palavra que está na moda. Alguns dizem que ser sustentável é não poluir o meio ambiente. Outros, que é separar o lixo orgânico do reciclável. Há ainda quem afirme que praticar a sustentabilidade é plantar árvores, andar de bicicleta e consumir produtos com certificado ambiental. Mas quem visitar o centro de exposições da segunda edição da Feira Integrada do Meio Ambiente (Fimab) e do 1º Festival de Tecnologia e Inteligência Ecológica (Festieco) vai descobrir que ser sustentável é tudo isso e muito mais.

“Este evento é uma prova viva de que a sustentabilidade pode e deve ser praticada por todos. Ser sustentável é um conceito amplo, que engloba coisas simples, como a separação do lixo em casa, à itens mais complexos, como o tratamento de resíduos sólidos”, explica Valcirlei Gonçalves da Silva, secretário municipal do Meio Ambiente.

Nos 47 estandes montados no Recinto Mello Moraes, a teoria ganhou forma e se transformou em produtos e sugestões criativas e inovadoras. Nos corredores da feira, cada passo é uma nova descoberta.

A tarefa de ir ao supermercado ou levar o filho à escola, por exemplo, não necessariamente precisa ser cumprida com a ajuda de um carro ou ônibus. Pode ser feita de bicicleta. É o que propõe o estande da Tryor, que exibe bikes de diversos modelos e com adaptações específicas para cada atividade.

Loja ecológica

Outro estande que chama bastante a atenção no evento é o da arquiteta Gisele F. Simão Aidar e da empresária Tânia Capelini, que exibe um projeto de construção ecologicamente correto desenvolvido para a Tânia Boutique, que tem tradição por apoiar a sustentabilidade e comercializar roupas feitas de garrafas pet.

“Projetamos a boutique da Tânia pensando em aproveitar ao máximo a iluminação natural do local e promover a circulação de ar. Além disso, desenvolvemos um artifício para captar a água da chuva e reutilizá-la”, conta a arquiteta, que afirma que a opção pode parecer mais cara a princípio, contudo, os benefícios podem ser percebidos a médio e longo prazos.

A feira também traz estandes que exibem projetos e alternativas ambientais de alta complexidade, como o trabalho desenvolvido pelo Centro de Gerenciamento de Resíduos (CGR), responsável pela instalação do aterro sanitário de Piratininga, e os inúmeros projetos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que atingem milhares de pessoas no Estado.

“A Sabesp quer levar ao conhecimento das pessoas que estamos, sim, muito preocupados com o meio ambiente e que estamos fazendo nossa parte. Temos projetos de recuperação da mata ciliar e nascentes; o “Onda Limpa”, que tira esgoto da praia; e o “Córrego Limpo”, que coleta e trata 100% do esgoto”, explica afirma Layre Colino Junior, superintendente da Sabesp.

De acordo com ele, até 2013 a Sabesp pretende fazer com que todas as cidades atendidas pelos seus serviços tenham 100% de água tratada e esgoto tratado e coletado.

“Uma feira como essa visa levar informação para as pessoas, mostrar que o futuro do planeta depende disso, e que é possível gerar emprego ter boa vida financeira sem se esquecer do meio ambiente”, ressalta Valcirlei.

• Serviço

O Festival de Tecnologia e Inteligência Ecológica (Festieco) e a 2ª Feira Integrada do Meio Ambiente de Bauru (Fimab) continuam hoje e amanhã, no Recinto Mello Moraes. A entrada é gratuita. Os estandes e áreas de exposição outdoor estarão abertos ao público hoje das 13h às 20h e domingo das 10h às 17h. Confira a programação no www.festieco.com.br. Os eventos ambientais são realizados pela Sabesp, CGR Centro Oeste, Jornal da Cidade, Rádio 96 FM, Prefeitura de Bauru e Semma. Patrocinam a Festieco e a Fimab a USC, a Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart), Baterias Ajax e Baterias Cral.

Lixo digital

Um robô montado com mouses, restos de cabos, monitores e placas chama a atenção de quem passa pelos corredores do centro de exposições da segunda edição Feira Integrada do Meio Ambiente (Fimab) e do 1º Festival de Tecnologia e Inteligência Ecológica (Festieco).

E a intenção do Instituto Repensar, em parceria com a empresa Lixo Digital, é justamente esta: chamar a atenção para despertar nas pessoas a consciência ecológica com relação ao lixo digital.

O que fazer com aquele monitor de computador antigo, que está ocupando um grande espaço no fundo do quintal? A resposta é simples: destiná-lo à reciclagem.

“O monitor antigo pode ser transformado em uma caixinha de óculos e ganhar novo valor. É a manufatura reversa em prol do meio ambiente”, explica Reinaldo Serrano, representante da empresa, que tem seu trabalho baseado no recolhimento para reaproveitamento de materiais tecnológicos.

Reinaldo conta que 100 mil habitantes produzem, por semana, uma tonelada de lixo digital. Se você faz parte desta estatística, pode aproveitar para visitar o estande da Lixo Digital e Instituto Repensar, conhecer um pouco mais sobre o trabalho e, é claro, levar o descarte digital que tem em casa para somar forças neste projeto.

Da cozinha para as estradas

Um litro de óleo, se descartado incorretamente, é suficiente para contaminar milhares de litros de água potável. Porém, se for recolhido e tratado, pode ser utilizado na produção de tintas, vernizes, sabão e até mesmo biodiesel.

É justamente essa possibilidade de transformação que o estande da ADN Biodiesel quer mostrar para quem visita a segunda edição Feira Integrada do Meio Ambiente (Fimab) e o 1º Festival de Tecnologia e Inteligência Ecológica (Festieco).

“Nunca deve-se descartar óleo de cozinha na pia. Atualmente, temos tecnologia suficiente para transformá-lo em outros produtos, como o biodiesel, por exemplo. Falta mobilização da população”, explica Osni Nunes.

E se você quer fazer parte do grupo que colabora com o meio ambiente, pode ajudar levando óleo já utilizado no estande da ADN Biodiesel.

Fonte:

Wanessa Ferrari
jcnet.com.br
02/07/2011