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Boletim Sustentável

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Em busca da sustentabilidade

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil terminou o mês de abril de 2011 com 212,6 milhões de celulares e uma densidade 109,3 aparelhos móveis para cada 100 habitantes. Ante o crescimento acelerado do consumo, as operadoras têm buscado atuar de maneira mais sustentável - embora a queda na qualidade do serviço venha gerando aborrecimentos aos clientes.

As empresas de telefonia no Brasil estão investindo em sustentabilidade de formas diversas. As iniciativas vão desde programas para descarte correto de celulares e acessórios até o financiamento direto a projetos socioambientais.

Descarte adequado

A operadora Vivo acompanhou o crescimento do mercado brasileiro e triplicou o número de clientes desde sua criação, em 2003, de 20 milhões para mais de 60 milhões de usuários em 2011. Pensando em um crescimento sustentável, a empresa atua em diversos setores para reduzir os impactos gerados pelo seu negócio.

Um dos programas que melhor traduz esta crença é o Vivo Recicle seu Celular, que surgiu em 2006, com o objetivo de coletar aparelhos celulares, baterias e acessórios, para o reaproveitamento de todos componentes. No fim de 2010, o programa já havia recolhido mais de 2,5 milhões de itens (aparelhos e acessórios), e conseguiu recuperar mais de 85% dos materiais recolhidos.

A Vivo conta com a parceria da Belmont Trading, responsável pela coleta, triagem e descarte adequado desses elementos. Cerca de 90% dos aparelhos coletados são reciclados e 10% são reaproveitados e revendidos em outros países, exceto América Latina. Para cada quilo de aparelhos coletados são reciclados cerca de 650g de metal e 200g de plásticos - mais de 80% dos materiais de um único celular podem ser reaproveitados.

Novas urnas

Em alusão ao último Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, o Instituto Claro reformulou seu programa de reciclagem, a fim de reforçar o compromisso com o desenvolvimento sustentável. Todas as urnas de coleta do Claro Recicla, hoje presente em cerca de 2 mil pontos de venda da operadora em todo Brasil, serão trocadas, ainda neste mês. "Esperamos dar maior visibilidade ao programa, conscientizar os consumidores sobre a importância de se reciclar o lixo eletrônico e proporcionar melhor estrutura para o descarte seguro, além de facilitar a coleta dos materiais", diz Carime Kanbour, vice-presidente do Instituto Claro.

A nova urna terá a capacidade aumentada em 50% para que sejam depositados ainda mais celulares, baterias, carregadores, chips e outros acessórios eletrônicos com vida útil já ultrapassada. Além disso, terá estrutura mais resistente para armazenamento de todo o material e display com informações e orientações gerais do programa. Outra modificação será a criação de uma abertura lateral para que seja possível visualizar mais facilmente o nível dos itens já depositados.

O conteúdo depositado nas urnas do Claro Recicla de todo o Brasil é recolhido regularmente e encaminhado para a sede da empresa de logística reversa GM&C, em São José dos Campos (SP). Nesse local, os materiais passam por uma triagem e os diferentes tipos de peças, como baterias, celulares e carregadores, são desmontados, agrupados e contabilizados. Em seguida, os itens são enviados para a sede da Belmont Trading, em Northbrook nos Estados Unidos, para serem reciclados.

Inclusão social

O Oi Futuro - contribuição da operadora Oi para a sustentabilidade, inclusão social, diversidade cultural e democratização digital no Brasil - está investindo aproximadamente R$ 40 milhões em recursos próprios (sem incentivo) em projetos ligados ao terceiro setor, neste ano. O valor representa um aumento de cerca 3,5% em relação ao que foi destinado em 2010.

O instituto vai investir R$ 18 milhões em recursos diretos na Educação, R$ 3 milhões no já consolidado programa Oi Novos Brasis, que apoia projetos de inclusão e desenvolvimento social, e R$ 2,5 milhões em projetos de Meio Ambiente.

Projetos culturais já contam com R$ 15,3 milhões de investimento direto em Cultura. No ano passado, o total investido nos projetos apoiados pelo Oi Futuro, seja com recursos diretos ou incentivados, chegou à cifra de R$ 91 milhões. Para 2011, a expectativa é ultrapassar esse montante.

"Ao longo de seus dez anos, o Oi Futuro vem cumprindo sua missão principal de acelerar e promover o desenvolvimento humano. Com o apoio aos projetos voltados para o meio ambiente, a Oi e o Oi Futuro reforçam ainda mais o comprometimento com iniciativas sustentáveis, em busca da construção de uma sociedade solidária e também ambientalmente responsável", destaca George Moraes, vice-presidente do Oi Futuro.

Na Bovespa

A TIM busca a gestão sustentável desde o início de sua atuação no Brasil e esse compromisso está presente no dia a dia da empresa. Os projetos desenvolvidos resultaram na confirmação da operadora na carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) pelo terceiro ano consecutivo e na entrada no Índice de Carbono Eficiente (ICO2) - ambos da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), incentivando a empresa a buscar a melhoria contínua de suas práticas de sustentabilidade.

Projeto inovador e que colabora com a proteção ao meio ambiente é a solução TIM PDV, desenvolvida em 2009, que possibilita a compra de recarga com transações onlines.

O sistema já contribui para a redução do consumo de 13 toneladas plástico e 82 toneladas de papel, usados na produção 69 milhões de cartões de recarga, e da emissão de gás carbônico proveniente do seu transporte.

Também disponibiliza pontos de coleta de aparelhos, baterias e acessórios em suas lojas. Possui dois programas: um em parceira com o Grupo Santander Brasil (programa Papa-Pilhas) e outro próprio (Recarregue o Planeta).

Fique por dentro

País é recordista

O Brasil é o mercado emergente que produz o maior volume de lixo eletrônico por pessoa a cada ano, segundo estudo recente do Programa da Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). O levantamento mostra que o País é também uma das nações em desenvolvimento que lideram em descarte de celulares, TVs e impressoras. Com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) - que instituiu, entre outros mecanismos, o da logística reversa - a pergunta que não cala é como o consumidor e as empresas fazem para descartar corretamente aparelhos eletrônicos, como celulares?





Fonte:


SAMIRA DE CASTRO
diariodonordeste.globo.com
22/06/2011