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Sustentabilidade é discutida com ONGs da Europa

A agricultura sustentável foi um dos principais temas discutidos pela equipe da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), em Haia, na Holanda durante reunião com a Dutch Soya Coallition, uma coalizão de oito ONGs europeias. Desde a semana passada, a comitiva brasileira realiza uma série de ações em visitas aos principais países compradores de soja da Europa. A certificação em torno da soja mato-grossense de acordo com os princípios da Round Table on Responsible Soy (RTRS) foi o principal diálogo com o mercado europeu. Mais do que um caminho desejável, a produção sustentável é uma necessidade para o relacionamento com os países emergentes.

A Dutch Soya Coallition é uma instituição global presente em todos os países compradores e produtores de soja. Segundo informações da senior advisor markets da WWF, Sandra Mulder, estudos estão sendo feitos pela entidade para verificar a aplicabilidade do RTRS na produção de soja nos Estados Unidos. A WWF entende que a certificação possa ser estendida ao resto do mundo. Neste sentido, as entidades ambientais têm oferecido subsídios aos produtores para atingir níveis de sustentabilidade em suas propriedades.

A representante da ONG Solidaridad, Jan Martin, mostrou-se bastante interessada e se dispôs na missão de ajudar os agricultores no aprimoramento de atividades ecologicamente corretas. Na ocasião foi feito convite para que as ONGs façam uma visita ao país e, contudo, às propriedades mato-grossenses para conhecerem às práticas sustentáveis desenvolvias.  As ONGs que fizeram presentes disseram que o relacionamento com as entidades agrícolas tem que ser tornar cada vez mais próximo, valorizando o meio-ambiente.

O presidente da Aprosoja, Glauber Silveira, destacou a importância da aprovação do Novo Código Florestal no sentido de oferecer segurança jurídica e, além disso, facilitar a adequação ambiental das propriedades.  “Isso é fundamental para adequação ambiental das propriedades do país”, frisou. Silveira destacou também o Programa Soja Plus, que prevê a conformidade legal e boa práticas, condições justas e responsáveis de trabalho, relação responsável com a comunidade, responsabilidade ambiental e boas práticas agrícolas.

“Os produtores brasileiros são os produtores que produzem a soja mais sustentável do mundo e o Soja Plus vai consolidar isso”, afirmou o presidente da Aprosoja às lideranças ambientais presentes no encontro. Os ambientalistas receberam material institucional da entidade mato-grossense, com destaque para às práticas sustentáveis e restrições impostas pela Legislação (unidades de conservação, RL, APP, etc).

A comissão é representada pelo presidente da Aprosoja, Glauber Silveira; diretor executivo, Marcelo Duarte; diretor financeiro; Nelson Piccoli e o segundo diretor administrativo, Ricardo Arioli. Eles estiveram reunidos na última sexta (17) com lideranças ligadas ao Fundo de Pesquisas do Príncipe Charles para Florestas Tropicais. No encontro foi tratado do custeio de Projetos de Desenvolvimento Sustentável em Mato Grosso. No final, os integrantes seguem para Paris os quais se encontram com a Federação Francesa de oleaginosas e proteaginosas.

MERCADO

Em reunião com o Ministério da Economia e Agricultura da Holanda, a certificação da oleaginosa também esteve em pauta.  Segundo o diretor de agribusiness do governo, Marcel Vernooij, a meta do país até 2015 é obter 100% de certificação do produto consumido pelo mercado interno. Ele disse ainda que as regulações de biocombustíveis e transgênicos não são decididas em nível de país, mas sim pela Comunidade Europeia com representatividade em Bruxelas.

O presidente da Aprosoja, Glauber Silveira disse que a entidade tem trabalhado junto aos produtores de MT no desenvolvimento de práticas sustentáveis em benefício do mercado europeu. Por outro lado, as lideranças holandesas reconhecem que são responsáveis por questões globais como pobreza, fome, biodiversidade, nutrientes, agrotóxicos, uso eficiente de nutrientes entre outras questões socioambientais. Na avaliação do diretor de agribusiness holandês é de extremo interesse deles participarem ativamente de discussões ligadas ao meio-ambiente.



Fonte:


ExpressoMT
22/06/2011